Os inibidores de ciclinas 4 e 6 (iCDK 4/6) aprovados pela ANVISA para o tratamento do câncer de mama avançado ou metastático com HR+ ou HER2-. Embora pertençam à mesma classe de medicamentoss, eles diferem em eficácia e segurança.
O câncer de mama é uma doença clínica causada pela proliferação desordenada de células mamárias. Este processo cria células anormais que se multiplicam e formam tumores. É o segundo câncer mais comum no mundo, depois do câncer de pulmão, e afeta principalmente mulheres com mais de 35 anos.
Existem vários tipos de câncer de mama, classificados de acordo com a área da mama onde o tumor se inicia e a presença da proteína HER2 ou de receptores hormonais nas células cancerígenas. Os receptores são proteínas contidas nas células que se ligam a certas substâncias no sangue. Algumas células do câncer de mama podem se ligar a hormônios como o estrogênio ou a progesterona, o que ajuda no crescimento do tumor. De modo geral, quando as células cancerígenas possuem receptores hormonais, elas são chamadas de receptor hormonal positivo ou HR+. Se o seu hormônio receptor for o estrogênio, ele é chamado de ER+.
A Conitec avaliou o abemaciclibe, palbociclibe e succinato de ribociclibe para incorporação ao SUS, no tratamento de pacientes com câncer de mama HR+ e HER2- avançado ou metastático. Essas três drogas são inibidoras de proteínas que regulam o crescimento e a divisão celular. O bloqueio dessas proteínas pode retardar o crescimento das células cancerígenas e retardar a progressão da doença.
A Conitec, durante a 103ª Reunião Ordinária, realizada nos dias 10 e 11 de novembro de 2021, deliberou por maioria simples a incorporação no SUS da classe inibidores de ciclinas (abemaciclibe, palbociclibe e succinato deribociclibe) para o tratamento do câncer de mama avançado ou metastático com HR+ e HER2, de acordo com a assistência oncológica no SUS e as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Ministério da Saúde. Na ocasião, o Plenário entendeu que os novos resultados apresentados demonstram que o abemaciclibe, o palbociclibe e o succinato de ribociclibe aumentam a sobrevida livre de progressão da doença e a qualidade de vida, bem como apresentam potencial para aumentar a sobrevida global dos pacientes.
Portanto, o SUS é obrigado a fornecer a medicação para as pacientes com câncer de mama avançado ou metastático com HR+ ou HER2-. Procure um profissional do Direito e se informe.

